Câmara de Vereadores realiza noite de homenagens para agricultoras e mulheres ligadas a agricultura de Tapejara

Uma noite destinada a homenagear mulheres do interior do Município de Tapejara

Uma noite destinada a homenagear mulheres do interior do Município de Tapejara foi realizada nessa segunda-feira (9), em Sessão Solene promovida pela Câmara Municipal de Vereadores, no Centro Cultural José Maria Vigo da Silveira.

O objetivo foi ressaltar a importância da mulher do campo em comemoração ao 8 de março, Dia da Mulher. Com a temática, Margaridas – em homenagem a Margarida Alves –, 40 mulheres receberam homenagens, sendo elas: representantes das comunidades do interior; representantes da Emater; representantes da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR); funcionárias do STR e do Sindicato Rural e responsáveis por agroindústrias.

O presidente da Câmara de Vereadores, Volmir Danelli, destacou que possui grande admiração e respeito pelas mulheres agricultoras. “Falar da importância da mulher é muito fácil para mim. Basta olharmos a nossa volta que veremos a marca registrada da ação das mulheres. Um exemplo é a presença maciça das mulheres do interior nessa noite. Mulheres essas que vão à luta, enfrentam desafios, lutam lado a lado com seus maridos nas atividades da roça. Posso afirmar, sem dúvidas, que cinquenta por cento da força produtiva rural de nosso município é formada por essas mulheres que são, ao mesmo tempo, trabalhadoras, chefes de famílias e responsáveis pelo sustento da casa”, frisou o presidente.

O prefeito Vilmar Merotto engrandeceu a participação da mulher em todos os setores. “Sempre quando a mulher está envolvida as coisas dão certo, principalmente na área das finanças. Elas nos dão suporte para construirmos uma sociedade melhor, mais empoderada. Parabéns por essa belíssima homenagem. Todas essas mulheres são guerreiras, lutadoras, características típicas das mulheres tapejarenses”, parabenizou Merotto.
A Sra. Leodirce Furlan, representando todas as mulheres agricultoras, destacou a importância da mulher na família, na agricultura e na comunidade. “Quero dizer as mulheres das comunidades que permaneçam organizadas, nunca desistam, lutem pelo grupo, indiferente se a comunidade é pequena. Participem de cursos, busquem formação, temos muito para conquistar”, falou.

A Sra. Fernanda Borella, representando as mulheres sindicalistas ressaltou que o brilho da mulher nunca se apague, pois “nascemos para brilhar e fazer a diferença”, frisou.

Ao término da Sessão Solene, as mulheres ganharam uma flor de margarida de lembrança do evento.
 
SOBRE MARGARIDA MARIA ALVES

Margarida Maria Alves, foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no Brasil. Seu nome e sua história de luta inspiraram a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000 e acontece no mês de agosto em Brasília.

Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por dezenas de ações trabalhistas na Justiça do Trabalho Regional. Foi assassinada em 12 de agosto de 1983, em Alagoa Grande, na Paraíba, com um tiro no rosto de espingarda calibre 12, por um pistoleiro de aluguel a mando de proprietários de terra da região.

Na época, o crime teve grande repercussão nacional e internacional e foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A casa simples onde Margarida Alves morou e foi assassinada virou museu no mesmo ano.

Na fachada, a lembrança mais doída da família está pintada em letras grandes. "Aqui foi assassinada em 12/08/1983 a líder sindical Margarida Maria Alves." No interior do imóvel, em uma parede, a frase que marcou a vida da sindicalista: "da luta eu não fujo".
 


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